início, a todo o trabalho), pastor Robert e prof. Erno, entre outros. O senhor Kurt era luterano procedente da Alemanha.
    Os objetivos da escola eram de evangelização, tendo como ponto de partida os alunos e através desses os demais familiares. Enquanto isto, luteranos locais e dos EUA, congregações e pessoas de outras denominações, funcionários, colegas dos bancos de faculdade, deram sua parcela de doações e ajuda em prestação de serviços de forma voluntariosa, inclusive ajuda em dinheiro, para os melhoramentos mais urgentes.
    Não existia no Bairro Universitário, nenhum outro trabalho de igreja. Nos dois períodos diurnos, o professor lecionava para 70 alunos, multisseriadas e à noite estava concluindo seu curso de Pedagogia que havia iniciado na Faculdade, localizada no Jd. Petrópolis, em Porto Alegre, RS.
    O professor almoçava na casa dos pais de dois alunos, que também lavavam sua roupa. A mãe desses alunos, dona Maria Luiza Gonçalves de Araújo, fazia a merenda escolar.
    Aos sábados à tarde, era ministrada Escola Dominical com grande participação dos alunos e outras crianças dos Bairros Universitário, Pioneira e Vila Olinda. No domingo, havia culto e o professor colaborava tocando violão e alguns anos após, um órgão eletrônico portátil.
    O pr. Robert contraiu hepatite, tendo que, por recomendação médica, ficar dois meses de repouso. Mas inquieto, ele pediu que à noite fossem matriculados adultos que quisessem ser alfabetizados.

    O prof. Erno que teve uma iniciação de direção na pic up Willys de seu pai, agora teve que providenciar aulas numa auto-escola, e em pouco tempo obteve a Carta de Habilitação Nacional para dirigir veículo.

    A partir daí, para melhorar a sala de aula começou a pedir coisas, e ganhar: chapa de fogão para fazer merenda escolar ao relento; tijolos para fazer o piso da escola e do poço, instalar o fogão de campanha, a céu aberto; tábuas de peroba para fazer os bancos, carteiras inteiriças e prateleiras; matajuntas para fechar as frestas da casa e poder enfrentar o inverno frio e muita poeira existente no período da seca (maio a setembro).

     O meio de transporte era a Rural. Foi necessário meter a mão na massa e trabalhar duro quase que dioturnamente.

 

 
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